Deputado pede que UGPE, Sedurb e Cosama expliquem a aplicação de recursos do empréstimo aprovado em 2023
Na tarde desta quarta-feira, 12, o deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza) fez uma cobrança pública à Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e à Cosama sobre o destino dos recursos do Projeto Água Boa, orçado em R$ 70 milhões e aprovado pela Assembleia Legislativa em 2023.
Em Sessão Plenária na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o parlamentar lembrou que o empréstimo foi autorizado com o compromisso de levar poços artesianos e acesso à água potável a comunidades do interior afetadas pela seca histórica do ano passado, mas até agora não há informações sobre a execução do plano.
“Faço uma cobrança pública à UGPE. Nós aprovamos um empréstimo em 2023, no momento da crise hídrica que machucou muitas comunidades ribeirinhas. O secretário Marcellus Campelo esteve nesta Casa, o empréstimo foi aprovado, nós apontamos áreas que precisam de poços artesianos. Para a nossa surpresa, o dinheiro acabou”, afirmou.
Falta de informações e ausência de obras no interior
Wilker destacou que, passado quase um ano da aprovação do crédito, não há registro de perfuração de poços nem relatórios oficiais sobre o uso dos recursos. Segundo ele, o objetivo do projeto era garantir água potável às famílias do interior, especialmente nas regiões mais afetadas pela estiagem.
“Eu estou provocando um requerimento em caráter de urgência para que a UGPE, Sedurb e Cosama informem a este parlamento para onde foi o dinheiro do ‘Água Boa’, porque eu não estou vendo os poços artesianos furados no interior, matando a sede e dando saúde para o nosso povo ribeirinho”, cobrou.
Ele também ressaltou que a falta de respostas desmoraliza o Legislativo, que aprovou o empréstimo com base em um compromisso de investimento direto nas comunidades.
Transparência e prestação de contas
O parlamentar afirmou que protocolará um requerimento solicitando informações detalhadas sobre o andamento e a execução financeira do Projeto Água Boa. O documento pedirá um mapa completo das localidades atendidas e dos valores investidos até o momento.
“O valor à época era na ordem de R$ 70 milhões, deputados, nós sabemos que não tem R$ 70 milhões investidos no Projeto Água Boa no interior. O que eu quero saber é para onde foi o dinheiro, se não estão atendendo às solicitações dos deputados conforme foi aqui pactuado”, disse.
Wilker também citou comunidades indígenas do Alto Solimões, como Belém do Solimões, Umariaçu e Bananal, que ainda aguardam a chegada do abastecimento de água potável.
“Pedir transparência não mata e não faz mal a ninguém, ainda mais se tratando de recursos públicos”, finalizou.
Informações para a imprensa:
Foto por Daniel Santos
Jornalista responsável:
Beatriz Souza (DRT/AM 2185)
